28 de janeiro de 2011

As Mentiras que os Homens Contam.

                O primeiro contato com as crônicas do Luis Fernando Veríssimo foi nas aulas de redação do ensino médio, mas nada que me impressionou muito, acho que não li as melhores. Até que um dia na casa da minha tia e encontrei o livro. Comecei a ler o livro. Cara, não consegui largar. A primeira crônica era muito boa a do Grande Edgar, e o Luis começa a crônica falando: “Já deve ter acontecido com você.” Chega alguém falando que já te viu antes e pergunta se você se lembra dele. Você por educação fala que se lembra mais ou menos e a conversa vai se arrastando, até que a conversa acaba com um tchau sem graça ou você falando q aquele é um louco.
                Veríssimo também brinca com os leitores, como na crônica A Verdade Sobre o Dia Primeiro de Abril, ele começa a contar a história e você fica na dúvida se ele mentiu ou não. É muito divertido.
                Outra crônica que achei legal foi A Mentira, como se todo o livro não falasse de mentira. João chega cansado em casa e sua mulher o lembra que eles têm um jantar na casa de Pedro e Luíza. Como ele só quer tomar um banho e cair na cama ele manda Maria, sua mulher, ligar para os amigos e dizer que João está doente. Só que a mentira vai crescendo e crescendo até ficar quase uma Mentira absurda. Muito legal a crônica.
                Quem tem um livro chamado Sexo na Cabeça, que vou começar a ler daqui a alguns dias, não deixa de falar em suas crônicas de amante e adultério, algo corriqueiro na nossa sociedade brasileira. Em O Dia da Amante, Veríssimo começa a imaginar como seria se houvesse esse dia. E começa a imaginar como seria as técnicas de marketing para promover o dia. Se sua mulher o encontra em uma loja de lingerie bem no dia da Amante, que situação seria. E enquanto você vai para a casa da sua amante você vê percebe que sua mulher não está em casa. Que situação.
                Todas as crônicas são levadas de um jeito leve. Como uma conversa informal e quando você vê já terminou de ler o livro.
Assim como um livro de conto, quase impossível ter 100% de aprovação, sempre tem crônicas que você lê e no final fica aquele silêncio. Você pensa até em relê-la, mas acha melhor não, pois tem ainda uma infinidade de novas crônicas para ler. Mas diferente de livro de contos, livro de crônica da para ler em qualquer lugar. Qualquer um lê. Não precisa tem aquela rotina de quando se lê um romance. Apenas pegar o livro quando for dormir, na hora que acordar, no ônibus ou até mesmo quando for ao banheiro. Kkk.
Fiquei um pouco com medo de resenhar um livro de crônica. Falar um pouco de tudo, sem revelar nada de nada. Com tantas histórias divertidas é preciso se conter. Creio que consegui dar uma visão geral do livro. E sem sombra de dúvida, lei, pois você dará muitas risadas,
                
P.S.: nem vem com desculpinha q o livro é caro, tem em versão de bolso e se você tem preguiça de ler tem versão de audiobook.


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