17 de janeiro de 2011

Prefiro um sonho agradavel do que a dura Realidade. - minha redação na UFG


Sou um menino tímido. Sento na última cadeira, na fila do canto. Apenas observo a aula, nem participo dela. Todas as aulas eram a mesma coisa, muito giz e cuspe. Estava na mais chata monotonia.
            Até que um dia chegou a novata. Ela é simplesmente linda, não, maravilhosa, ou melhor, divina. Tem os olhos verdes, cabelos loiros, sorriso angelical, além de um corpo divino. Agora nem observo mais a aula, fico a manhã inteira a adimirando. Como pode haver tanta perfeição em uma única menina?
            A última aula do dia perfeito é educação física. Todos nós vamos para a quadra. É dia de jogar queimada. Como quase não tem alunos, o professor monta um time misto. Fiquei no time da filha de Afrodite. Fico o mais perto possível dela. Ela tem um perfumeda seiva das oliveiras de Zeus. Estava admirando-a q2uando um acidente ocorre. Um desgraçado acerta a cabeça da minha princesa com uma bola muito veloz. Ela desmaia na hora e começa a cair. Corro, como um príncipe encantado, e pego a minha donzela. Cria um tumulto na quadra. O professor vem correndo, rouba minha princesa e a leva à enfermaria.
            A aula e o jogo acabaram. O professor diz a turma que minha princesa está bem. Volto para casa até mais tranqüilo.
            Chegando em casa vou direto para a cama. Deito, mas não consigo dormir. Só penso nela. E penso, penso, penso... Os pensamentos vão tomando outro rumo. Imagino beijando-a, ela nos meus braços e dizendo que eu era seu príncipe. Não resisto, corro para o banheiro. Abro o zíper e fico pensando nela. Naqueles olhos de cigana, sorriso tentado e seu corpo sensual. A mão sobe e desce, desce e sobe. Os pensamentos vão à mil. E no pensamento, eu e ela ficamos satisfeitos. Lavo minhas mãos e saio do banheiro.
            Tendo dormir, mas minha cabeça só pensa nela. Volto para o banheiro e o incidente repete. E mais uma vez. E outra. E diversas vezes. Nem sei quantas. Estou sem energia. Finalmente consigo dormir, mas nem nos sonhos a esqueço.
            No outro dia, entro na sala, mas ela não está. Sento na minha cadeira, a aula começa e ela não chega, me remôo na carteira. A aula acaba, junto minhas coisas e saio. Na esquina da escola a vejo. Meu rosto cora, retardo o passo. Ela vem em minha direção e quer me agradecer. Encolho-me ao máximo e sussurro: “não tem problema” Ela assusta e me deixa passar, chego em casa e vou direto para o banheiro.

“Podemos criar ou recriar uma ‘cena’ com o propósito de gerar satisfação quando e quantas vezes desejarmos. Satisfações ilusórias para os desejos que não podem ser realizados.”


 Essa foi minha redação na UFG, era para fazer uma redação com o tema: " Fantasia: força motriz e/ou força alienadora". Acho que discuti bem o tema, mas a mãe coruja não vai falar mal de seus lindos filhotes. kkk'

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